terça-feira, 29 de março de 2011

Poema de amor

Hoje não há secura que me carregue. Estou banhado pelos seus olhos, longes, pertos, estão tão próximos em meus pensamentos que neles posso tocar. Agora, aproximo-me do seu corpo, procuro tocá-lo, chego mais perto, parece me fugir, quando você, enfim, me desperta. Neste instante, vejo os seus pés, parecem estar a caminho das minhas mãos, eles me fogem, também, porém consigo detê-los em braços fortes, prendo-os com força que não possuo. E neles ganho força perdendo o medo de você partir. Agora, você me aparece, toco-lhe com o meu pensamento toda a sua existência, vivo sentido-a. Assim, você está muito mais em mim, no pensamento, no pensamento.

Introdução ao poema do amor

Às vezes falar de amor torna-se tão subjetivo e tão.... que se faz necessário falar do nosso... do seu. Tenho vivido as asperezas das coisas e torno-me aqui para falar dele, o que se torna necessário para o sonho.

sábado, 5 de março de 2011

o pagamento

um boleto,
o dinheiro na conta,
no bolsa,
na bolsa,
ousa a perturbar
a memória paciente
do cliente incontente
com o destino
displicente do obsoleto,
advogado.
Dado a certas coisas, que coisa!
na tarifa perde-se a memória,
perde-se tempo,
na disputa judiciária
a lei mantém vivo
aquele que se