terça-feira, 11 de outubro de 2011

Dona Maria da Graça

  • Mulher, aposentada, honesta, moradora do Pedra Pequena, caminho dos Índios, teve de se ausentar do passeios noturnos, pois os vagalumes estão fugindo todas as noites, ela jura que pediu, ligou, solicitou à neta que escrevesse uma carta em letra de forma, legível, tangível, mas eles não ligaram, não falaram por meio de telefone com ela, nem escreveram em letra de forma legível, tangível. Ela acredita que sejam os trabalhos e moradores muitos. Ingênua, nua, seminua, algumas de suas amigas quase ficaram uns dias desses, nas caminhadas pelas ruas, ruas, cruas. Um homem, cheio de si, tentou seduzi-las com sua criatividade, brutalidade. Porém, uns rapazes que uns homens da lei tentaram matar deram um jeito de ajudá-las, agora as escoltam, felizes, elas, estão.
  • Porém, viu uns dias desses uns vagalumes rondando as ruas de manhã, acreditou que cortariam a energia de residências vizinhas, ficou quieta com medo de ser a sua. Mas o resultado da loteria não saiu e os bancos estão fechados, devem ser algumas inquietações de algum funcionário, por isso não abrem as agências há 16 dias, no entanto, os vagalumes, ilustrados na cor verde, se foram. Acreditou que alguém deu a chance para que vivessem umas noites mais.
  • By. Maria da Graça.

a mulher da rua dez

dona Selma espera que a prefeitura dê um jeito de atender o pedido para regularização e recapeamento da via onde se localiza sua residência. Embora a negligência faz-se presente na Zona Leste, talvez dona Selma aguardando mais um ano, tempo de eleição, consiga uma reurbanização decente.
O pleito está no peito do prefeito, daqui seis meses veremos máquinas e faixas com os dizeres, seguintes dizeres reformamos e readequamos para melhor servi-los.
Prefeitura de São Paulo, com vocês.