Batem à janela
Lua, miséria
e a solidão.
Medo à janela,
junto a ela
escorrem
os gritos
da noite.
o borrador
o matador
o corpo
da jovem.
Lá fora
o grito
gemia
de dor.
A insuportável
vida morrendo
por dentro
da pólvora.
Aqui, dedos partidos,
partes das
palavras
tremendo de
medo,
quedando,
quebradas,
macabros
restos de nós
de nossa face
e aqui e lá
fora
morrida
morta
e finalizada
grito a grito
palavra e palavra.
Noite finda
calculadora
de corpos
de copos
quebrados
no chão
do teu estado
de morto
de choro
de dó.
de
e
só.
domingo, 9 de dezembro de 2012
Pálidas luzes
Noite fria,
Sem ar,
Matar,
Não tem luz.
Na varanda,
a lua guia,
finge que vigia.
A nuvem,
alta
longe,
agoniza
A manhã fria,
triste
e vadia;
a pálida luz
do escuro,
amanhece na periferia.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
sem o medo
não arrisco a métrica
por não compremeter o
intencional,
fugindo sempre do
tangível,
estou mais só
e muito bem
acompanho
triste,
nesse dia de liberdade
e prejuízo,
fugir é preciso
libertado precisa ser
um termo para todos
os dias,
abraçar os pensamentos
em ir sempre sem rumo
com eles,
atravessar o medo
na via dos sentimentos,
termo que me contenta.
por não compremeter o
intencional,
fugindo sempre do
tangível,
estou mais só
e muito bem
acompanho
triste,
nesse dia de liberdade
e prejuízo,
fugir é preciso
libertado precisa ser
um termo para todos
os dias,
abraçar os pensamentos
em ir sempre sem rumo
com eles,
atravessar o medo
na via dos sentimentos,
termo que me contenta.
Por um riso
Tem sempre um riso fácil
Saindo pelo cantinho
Da boca
Da esquina,
Rindo de você entrando na via
Tem um trajeto seu
Fazendo caminho
Para o meu rir,
Tem sempre uma alegria
Estampada em você.
Na estação,
Pegando o trem,
Quando se senta na cadeira
Que maneira
Que modo.
O seu olhar me olhando
Penetrando vivazmente
Em mim.
Tem sempre você
Pensando em você
Riso com você,
Naquela estação,
Em você.
Saindo pelo cantinho
Da boca
Da esquina,
Rindo de você entrando na via
Tem um trajeto seu
Fazendo caminho
Para o meu rir,
Tem sempre uma alegria
Estampada em você.
Na estação,
Pegando o trem,
Quando se senta na cadeira
Que maneira
Que modo.
O seu olhar me olhando
Penetrando vivazmente
Em mim.
Tem sempre você
Pensando em você
Riso com você,
Naquela estação,
Em você.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
novinho em folha
ficar de repente
aqui
fora
do contexto
social
discursivo
na ideia
sem noção
do tempo.
o menino
um menino
defina
o indefinido
lá fora
esperando
o mundo acabar
morrer
falecer,
o menino lá fora
aguarda
notícias desse
mundo novo
novamente
tudo de novo,
homem
baleado
na mercearia
na periferia
na cidadela,
na costela,
tudo
novo
novamente.
aqui
fora
do contexto
social
discursivo
na ideia
sem noção
do tempo.
o menino
um menino
defina
o indefinido
lá fora
esperando
o mundo acabar
morrer
falecer,
o menino lá fora
aguarda
notícias desse
mundo novo
novamente
tudo de novo,
homem
baleado
na mercearia
na periferia
na cidadela,
na costela,
tudo
novo
novamente.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
explosão
naquele ponto
um homem corre
a ele
com a alegria
de não perder
o buzão.
antes do ponto
uma pólvora corre
solta pelo cano da
arma,
revólver,
a existência
da arma
do homem
ela só existe
por este também
existir,
.
um gatilho,
um som
um no chão.
um homem corre
a ele
com a alegria
de não perder
o buzão.
antes do ponto
uma pólvora corre
solta pelo cano da
arma,
revólver,
a existência
da arma
do homem
ela só existe
por este também
existir,
.
um gatilho,
um som
um no chão.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Notinha breve
Eh, mulher,
Vê se esqueço dos seus naquele trem,
Que rumo ao meu coração eles
Davam
Quanta coisa eles me olhavam
Me fingiam olhar,
Você naquele disfarce seu,
Coisas suas que agora são minhas,
Todas elas,
A jaqueta, o jeans, aquele anel de pluma rosa,
Quase imperceptível se não fosse rosa,
Quanta coisa extraí daquele momento
Você, o anel, jaqueta
O balanço do trem e
Nós dois distantes, somente
Na olhadinha,
No soslaio
Como andam pronunciando por aí.
Quanta lembrança de você.
Vê se esqueço dos seus naquele trem,
Que rumo ao meu coração eles
Davam
Quanta coisa eles me olhavam
Me fingiam olhar,
Você naquele disfarce seu,
Coisas suas que agora são minhas,
Todas elas,
A jaqueta, o jeans, aquele anel de pluma rosa,
Quase imperceptível se não fosse rosa,
Quanta coisa extraí daquele momento
Você, o anel, jaqueta
O balanço do trem e
Nós dois distantes, somente
Na olhadinha,
No soslaio
Como andam pronunciando por aí.
Quanta lembrança de você.
terça-feira, 21 de agosto de 2012
o barulho da noite
ficar a noite aqui
deixar,
permanecer
e o som surdo
lá fora
fazendo a velocidade,
tudo correndo,
e a noite no
seu barulho de sono
nos faz dormir
na periferia da cidade.
deixar,
permanecer
e o som surdo
lá fora
fazendo a velocidade,
tudo correndo,
e a noite no
seu barulho de sono
nos faz dormir
na periferia da cidade.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Nós
um dia, sempre, deparamo-nos
com as portas fechadas,
pessoas fechadas,
coisas fechadas,
insuportavelmente lacradas,
a vida lacrada.
um dia, naquele trabalho,
tudo lacrado, as saídas
de emergência tapadas,
coisas tapadas,
nós, tapados, subíamos a
escada, que dava entrada àquela grande sala do futuro,
gritávamos para a vida parar na ponta,
esperarmo-nos, com paciência, em qualquer degrau.
porém, aguda e veroz, não nos ouvindo
aproximávamo-nos da velocidade.
Nós nos repartimos mesmo nessas coisas,
estúpidas e valentes, um querendo,
um não querendo,
somos coisas nesta grande room do nada,
nesta fera que é a própria modernidade,
nesta estupidez que é sempre objeto desejo e
pessoal, vencer.
A gente se cria nesta mata, irrigada pelo concreto
desigual, pela crespidão dos dias forazes, dos dias
transmutados em furacões, transformados em pneus
automáticos, somos o ruído do ventilador amaldiçoado.
com as portas fechadas,
pessoas fechadas,
coisas fechadas,
insuportavelmente lacradas,
a vida lacrada.
um dia, naquele trabalho,
tudo lacrado, as saídas
de emergência tapadas,
coisas tapadas,
nós, tapados, subíamos a
escada, que dava entrada àquela grande sala do futuro,
gritávamos para a vida parar na ponta,
esperarmo-nos, com paciência, em qualquer degrau.
porém, aguda e veroz, não nos ouvindo
aproximávamo-nos da velocidade.
Nós nos repartimos mesmo nessas coisas,
estúpidas e valentes, um querendo,
um não querendo,
somos coisas nesta grande room do nada,
nesta fera que é a própria modernidade,
nesta estupidez que é sempre objeto desejo e
pessoal, vencer.
A gente se cria nesta mata, irrigada pelo concreto
desigual, pela crespidão dos dias forazes, dos dias
transmutados em furacões, transformados em pneus
automáticos, somos o ruído do ventilador amaldiçoado.
domingo, 29 de abril de 2012
ida de um bom homem
e o caminho da vida
dura um eternidade
pra quem é vivo,
viver basta existir
exemplos dos que morrem
aos cem anos de vida,
andou tanto
viu tanto,
suou tanto,
chorou tanto,
viu tanta pobreza,
viu um país pequeno
agigantar-se,
morreu pobre
com alguns reais no bolso.
viu São Paulo,
viu a vida
viu a Bahia
ser crespa, insólita
e desumana
viu a vida com Teresa,
sorriu quando o instante
fosse chorar,
viu a vida repartir-se em terras,
viu os filhos lhe repartindo
o cemitério,
viu mulheres,
amou a vida
viveu cem
como quem vive
a eternidade,
espreitando o céu
da sala de espera,
viu o neto fugir,
o escândalo do biquíni
ofuscar a ditadura,
viu tudo e viu muito,
morre triste por não ter
podido resistir aos
enfermos,
a vida com sua mulher
sempre vida
e sempre fofa,
o amor da gente
é o que nos leva,
eleva.
dura um eternidade
pra quem é vivo,
viver basta existir
exemplos dos que morrem
aos cem anos de vida,
andou tanto
viu tanto,
suou tanto,
chorou tanto,
viu tanta pobreza,
viu um país pequeno
agigantar-se,
morreu pobre
com alguns reais no bolso.
viu São Paulo,
viu a vida
viu a Bahia
ser crespa, insólita
e desumana
viu a vida com Teresa,
sorriu quando o instante
fosse chorar,
viu a vida repartir-se em terras,
viu os filhos lhe repartindo
o cemitério,
viu mulheres,
amou a vida
viveu cem
como quem vive
a eternidade,
espreitando o céu
da sala de espera,
viu o neto fugir,
o escândalo do biquíni
ofuscar a ditadura,
viu tudo e viu muito,
morre triste por não ter
podido resistir aos
enfermos,
a vida com sua mulher
sempre vida
e sempre fofa,
o amor da gente
é o que nos leva,
eleva.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Em velocidade
Controle de sutilezas,
passagem discreta
leva o motorista
displicentemente a negar
a batida,
a ralidinha,
mas foi só uma
pode-se argurmentar,
porém o perigo
é algo sempre iminete
e ao alcance litigioso
insano,
curvas, ondas,
ruas,
estas parecem coração de homem
apaixonado,
cada metro um remendo,
um curativo,
uma medida paleativa
para cada dor,
a velocidade da vida
faz a gente
dar umas raladinhas,
encostar, achando o máximo
admirar o movimento áustero
de nós e dos objetos que movimentamos,
a vida acaba muito rápida,
os esbarrões não são meras sutilezas.
passagem discreta
leva o motorista
displicentemente a negar
a batida,
a ralidinha,
mas foi só uma
pode-se argurmentar,
porém o perigo
é algo sempre iminete
e ao alcance litigioso
insano,
curvas, ondas,
ruas,
estas parecem coração de homem
apaixonado,
cada metro um remendo,
um curativo,
uma medida paleativa
para cada dor,
a velocidade da vida
faz a gente
dar umas raladinhas,
encostar, achando o máximo
admirar o movimento áustero
de nós e dos objetos que movimentamos,
a vida acaba muito rápida,
os esbarrões não são meras sutilezas.
quarta-feira, 14 de março de 2012
Conta gotas
cada minuto uma circunstância,
um pensamento, acontecimento,
tem instante, tem momento,
cada hora uma sentença,
juras, promessas,
novenas.
tempo,
corre,
voa,
para,
parece exterminar com o que se tem,
memórias, mais memórias,
um grito cá dentro,
muito mais,
muito menos,
rezas,
promessas,
os meus, imploro,
acontece, não acontece,
meu Deus, enlouqueço,
existir, para sim existir,
há grande forma em
existir todos os dias,
o dia preferível de cada dia,
um ata para cada palavra,
um razão para viver.
um pensamento, acontecimento,
tem instante, tem momento,
cada hora uma sentença,
juras, promessas,
novenas.
tempo,
corre,
voa,
para,
parece exterminar com o que se tem,
memórias, mais memórias,
um grito cá dentro,
muito mais,
muito menos,
rezas,
promessas,
os meus, imploro,
acontece, não acontece,
meu Deus, enlouqueço,
existir, para sim existir,
há grande forma em
existir todos os dias,
o dia preferível de cada dia,
um ata para cada palavra,
um razão para viver.
domingo, 11 de março de 2012
Incompletude do ser
temos um estado,
o não saber.
apreender a prender
o aprender a conhecer,
um codificação, um não saber
que sempre o somos, mas não o sabemos,
não o somos,
o conhecimento como estado
que se está fazendo, que se constrói
no conhecimento.
Pra sempre um estado,
um ser pra sempre se fazendo.
o não saber.
apreender a prender
o aprender a conhecer,
um codificação, um não saber
que sempre o somos, mas não o sabemos,
não o somos,
o conhecimento como estado
que se está fazendo, que se constrói
no conhecimento.
Pra sempre um estado,
um ser pra sempre se fazendo.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
IDENTIFICAÇÃO MORAL
Identidades de nossas aparências,
Frequências sonoras,
Sonoras questões de nós,
Às vezes visual,
Possível de se imaginar, ver, presenciar,
Constituição infalível de coisas que se acumulam,
que enchem, que não transbordam, mas enlouquecem.
As inquietudes dos momentos,
Uns aflitos e inseguros,
Outros inexistentes para o mundo
E tão vivo em nós,
Elas estão em casa, na mesa de escrever, no banho,
No fazer a barba,
Salientar o rosto de que este está molhado,
Elas estão, no transporte, no coletivo, no carro,
Na mulher que pede um trocado na rua,
no ônibus, na feira, na esquina da praça da Sé,
no Jardim Nazaré,
E o nosso corpo, nesse sentido, é matéria delimitada de existir,
Ele acaba sempre e nele sempre acabamos,
Queremos empreender-lhe limites,
Resistir, figurar entre os mais fortes, porém,
Impomos-lhe a morte e, assim, morremos, então.
Deixamos de existir, portanto, todos os dias.
Frequências sonoras,
Sonoras questões de nós,
Às vezes visual,
Possível de se imaginar, ver, presenciar,
Constituição infalível de coisas que se acumulam,
que enchem, que não transbordam, mas enlouquecem.
As inquietudes dos momentos,
Uns aflitos e inseguros,
Outros inexistentes para o mundo
E tão vivo em nós,
Elas estão em casa, na mesa de escrever, no banho,
No fazer a barba,
Salientar o rosto de que este está molhado,
Elas estão, no transporte, no coletivo, no carro,
Na mulher que pede um trocado na rua,
no ônibus, na feira, na esquina da praça da Sé,
no Jardim Nazaré,
E o nosso corpo, nesse sentido, é matéria delimitada de existir,
Ele acaba sempre e nele sempre acabamos,
Queremos empreender-lhe limites,
Resistir, figurar entre os mais fortes, porém,
Impomos-lhe a morte e, assim, morremos, então.
Deixamos de existir, portanto, todos os dias.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
estritamente inasfaltado
um trevo
uma viela
um beco
uma ruela,
estando em São Paulo.
estando no sertão da Bahia,
sinto-me mais nobre
sendo baiano, menos paulista
e mais enganado
danado lugar.
um trevo
de quatro folhas,
uma viela, bala na veia arterial,
um beco de cigarro, uma ponta que se queima
um cheiro que me nefasta,
uma ruela, uma bicicleta,
um ônibus, um carro, mais um validado
na vala, no vale, na vila, no Jardim.
Isso é Brasil que se faz,
sendo um país, um comédia vendida de graça
às traças, sendo plural é mais demoníaco
que o inferno astral.
De São Paulo à Bahia um tortuoso cinema de mortos,
de vivos estando mortos, de mortes à beira do volante.
estando a caminho de São Paulo me sinto mais morto da vida,
a caminho da Bahia mais vivo na morte da sede de todos os dias.
O recapeamento da via que me leva a verdadeira se dá sempre
assim, nesta palavra asfaltada, penetrável no seu encaixe que
se fazem sentidos, essa é a vida do asfalto que conduz
que guia e se faz destino, palavra leva ao asfalto
à condução dos sentidos cabíveis e não nefastos.
uma viela
um beco
uma ruela,
estando em São Paulo.
estando no sertão da Bahia,
sinto-me mais nobre
sendo baiano, menos paulista
e mais enganado
danado lugar.
um trevo
de quatro folhas,
uma viela, bala na veia arterial,
um beco de cigarro, uma ponta que se queima
um cheiro que me nefasta,
uma ruela, uma bicicleta,
um ônibus, um carro, mais um validado
na vala, no vale, na vila, no Jardim.
Isso é Brasil que se faz,
sendo um país, um comédia vendida de graça
às traças, sendo plural é mais demoníaco
que o inferno astral.
De São Paulo à Bahia um tortuoso cinema de mortos,
de vivos estando mortos, de mortes à beira do volante.
estando a caminho de São Paulo me sinto mais morto da vida,
a caminho da Bahia mais vivo na morte da sede de todos os dias.
O recapeamento da via que me leva a verdadeira se dá sempre
assim, nesta palavra asfaltada, penetrável no seu encaixe que
se fazem sentidos, essa é a vida do asfalto que conduz
que guia e se faz destino, palavra leva ao asfalto
à condução dos sentidos cabíveis e não nefastos.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
o cotovelo do rapaz
- moço, por favor, não me toque.
- deixe-me somente mostrar o meu cotovelo, ele está machucado, dói quando lhe é tocado,
veja-o como está inchado, dolorido, agoniado e enfermo, toque-o, sinta-o.
- nossa, moço! como ele está repleto de inchaço, dolorido, entornado e medonho.
- deixe-me somente mostrar o meu cotovelo, ele está machucado, dói quando lhe é tocado,
veja-o como está inchado, dolorido, agoniado e enfermo, toque-o, sinta-o.
- nossa, moço! como ele está repleto de inchaço, dolorido, entornado e medonho.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
um lugar
água salgada
velho na calçada,
na sala, esperando
transeunte a cavalo, a pé
ou montado em carro.
homem de idade avançada
vendo o futuro o cegar pela
madrugada quieta dos satélites
sonâmbulos pela poeira inquieta.
lugar refinado, mulher nobre enterrada
elevada à condição do sempre existir,
homem espreitando a vida de manhã, à tarde e pela
vida toda.
menina olhando moço jovem
montando a cavalo,
vendo-o simples na sua pequeneza de existir
no semiárido sertão do sem água.
dos sem luz
dos postes que não iluminam, nem guiam,
dos fios que desfiam a vida toda
a todo custo, ao custo do moço, da moça, do homem, da nobre senhora.
este é sempre o lugar,
é sempre o sertão,
algo esquecido na existência pluvial.
velho na calçada,
na sala, esperando
transeunte a cavalo, a pé
ou montado em carro.
homem de idade avançada
vendo o futuro o cegar pela
madrugada quieta dos satélites
sonâmbulos pela poeira inquieta.
lugar refinado, mulher nobre enterrada
elevada à condição do sempre existir,
homem espreitando a vida de manhã, à tarde e pela
vida toda.
menina olhando moço jovem
montando a cavalo,
vendo-o simples na sua pequeneza de existir
no semiárido sertão do sem água.
dos sem luz
dos postes que não iluminam, nem guiam,
dos fios que desfiam a vida toda
a todo custo, ao custo do moço, da moça, do homem, da nobre senhora.
este é sempre o lugar,
é sempre o sertão,
algo esquecido na existência pluvial.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
a ele os meu dias
dar a ele os meus dias,
sob este sol
sob esta lua.
Caem sobre nós as nuvens
de alegria,
uma felicidade
na areia salgada,
são os nossos dias,
sempre um fazendo noutro
muitas agonias,
na cama em meio às fantasias
deito-me no peito dele,
faz-me carinho,
enlouquece-me com os seus carinhos,
delírios de um paixão que não acaba,
este homem, fico pensando,
que vida,
que tudo,
que foda,
ficar pensando, ele toca-me com a vida,
eu ficando louca em mim sinto-me mais
viva, mulher de minhas agonias,
agonizo na cama molhada,
acabo-me num lindo orgasmo,
no meu travesseiro entre minhas,
que vida,
que tudo,
que foda,
fui trepada por um travesseiro travesso,
que fronha,
que morra,
que gomorra.
sob este sol
sob esta lua.
Caem sobre nós as nuvens
de alegria,
uma felicidade
na areia salgada,
são os nossos dias,
sempre um fazendo noutro
muitas agonias,
na cama em meio às fantasias
deito-me no peito dele,
faz-me carinho,
enlouquece-me com os seus carinhos,
delírios de um paixão que não acaba,
este homem, fico pensando,
que vida,
que tudo,
que foda,
ficar pensando, ele toca-me com a vida,
eu ficando louca em mim sinto-me mais
viva, mulher de minhas agonias,
agonizo na cama molhada,
acabo-me num lindo orgasmo,
no meu travesseiro entre minhas,
que vida,
que tudo,
que foda,
fui trepada por um travesseiro travesso,
que fronha,
que morra,
que gomorra.
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