calçada
calcada
de nós,
pedaços
de pés
incertos
que pisam
que norteiam
desnorteiam
um caminho,
cantinho
do ir
hesitar
tropeçar
cair
voltar.
indo à caminhada
lembrança
do colégio,
da poeta
do poeta
da menina
comendo,
do menino
trepando
muro da escola
da escola
fechada,
fachada,
pichada,
mijada.
na caminhada,
tênis machucando
pé,
mulher trepada
no portão de lança,
lançando-me
no papo delas,
coisas delas
que sou agora,
meu pé
na calçada
na calça
suja
da rua
do Itaim
no papo
trepado
dos outros
penso
na suh
na minha
na vida
penso nos
amigos,
ardidos
pensamentos
de nós,
na nossa
acidez
daquele
momento
com alberto
com plínio
com o
sargento
com o blog
na cabeça
pensando em
escrever,
tanto sentido,
sentimento,
de mim
pra com
meus amigos,
tempos,
penso
naqueles,
no destino
deles
cada um com
uma poesia
pros dias
todos eles,
crescidos
argúcia
de ter
a vida
como
bem maior
escrevê-la
neste trecho
de linha,
que é durar
enquanto
se é
presente
neste
ato,
agora
estar vivo.
no meio
da caminhada,
caminho
inseguro
pra
conhecer
a segurança
das ruas,
vejo
a periferia
e nela
me atrai
o temor
da noite
pessoas
nas ruas
as ruas dentro
das pessoas,
dentro de mim
vejo o indigesto
sistema
de coisas
sistematizadamente
ignoradas,
vejo
no caminho,
animal
indo
e
voltando,
morrendo
na beira do
rio
na viagem
na volta
na despedida
da noite,
termino
minha agonia,
terminando de
caminhar.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Natal feliz
É Natal,
nascimento
e tal,
nenhum papai-noel
nenhum doende,
nenhum presente,
nada ganhei neste natal
o melhor deve estar
por vir,
vou esperar ano-novo,
quem sabe
algum demente me
dará um livro,
uma caneta, um papel
minha poesia,
é ano-novo,
nada de novo
trocadilho não é emoção,
é poesia nascendo todos
os dias,
é ano-novo,
o velho,
a velha coisa
pobre de novo,
novamente,
nova
mente?
novo?
calendário
das mesmices,
mesmas burrices
na surda periferia.
prazo de validade,
novo na garantia.
nova embalagem
com a mesma carga
de hemorragia.
nascimento
e tal,
nenhum papai-noel
nenhum doende,
nenhum presente,
nada ganhei neste natal
o melhor deve estar
por vir,
vou esperar ano-novo,
quem sabe
algum demente me
dará um livro,
uma caneta, um papel
minha poesia,
é ano-novo,
nada de novo
trocadilho não é emoção,
é poesia nascendo todos
os dias,
é ano-novo,
o velho,
a velha coisa
pobre de novo,
novamente,
nova
mente?
novo?
calendário
das mesmices,
mesmas burrices
na surda periferia.
prazo de validade,
novo na garantia.
nova embalagem
com a mesma carga
de hemorragia.
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