e o caminho da vida
dura um eternidade
pra quem é vivo,
viver basta existir
exemplos dos que morrem
aos cem anos de vida,
andou tanto
viu tanto,
suou tanto,
chorou tanto,
viu tanta pobreza,
viu um país pequeno
agigantar-se,
morreu pobre
com alguns reais no bolso.
viu São Paulo,
viu a vida
viu a Bahia
ser crespa, insólita
e desumana
viu a vida com Teresa,
sorriu quando o instante
fosse chorar,
viu a vida repartir-se em terras,
viu os filhos lhe repartindo
o cemitério,
viu mulheres,
amou a vida
viveu cem
como quem vive
a eternidade,
espreitando o céu
da sala de espera,
viu o neto fugir,
o escândalo do biquíni
ofuscar a ditadura,
viu tudo e viu muito,
morre triste por não ter
podido resistir aos
enfermos,
a vida com sua mulher
sempre vida
e sempre fofa,
o amor da gente
é o que nos leva,
eleva.
domingo, 29 de abril de 2012
terça-feira, 24 de abril de 2012
Em velocidade
Controle de sutilezas,
passagem discreta
leva o motorista
displicentemente a negar
a batida,
a ralidinha,
mas foi só uma
pode-se argurmentar,
porém o perigo
é algo sempre iminete
e ao alcance litigioso
insano,
curvas, ondas,
ruas,
estas parecem coração de homem
apaixonado,
cada metro um remendo,
um curativo,
uma medida paleativa
para cada dor,
a velocidade da vida
faz a gente
dar umas raladinhas,
encostar, achando o máximo
admirar o movimento áustero
de nós e dos objetos que movimentamos,
a vida acaba muito rápida,
os esbarrões não são meras sutilezas.
passagem discreta
leva o motorista
displicentemente a negar
a batida,
a ralidinha,
mas foi só uma
pode-se argurmentar,
porém o perigo
é algo sempre iminete
e ao alcance litigioso
insano,
curvas, ondas,
ruas,
estas parecem coração de homem
apaixonado,
cada metro um remendo,
um curativo,
uma medida paleativa
para cada dor,
a velocidade da vida
faz a gente
dar umas raladinhas,
encostar, achando o máximo
admirar o movimento áustero
de nós e dos objetos que movimentamos,
a vida acaba muito rápida,
os esbarrões não são meras sutilezas.
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