sorri quando tudo triste
não ri
sorri quando tudo tem
um determinado fim.
sorri quando diz
que vou te perder
vamos te perder?
choro quando não penso
em ti
choro quando não vem
a mensagem
choro quando não vem
ri quando tudo se foi
e se vai tudo pelo
corredor
ri quando não
mais estivermos
aqui.
um dia naquela
sala
você foi embora
e minhas palavras
eram lágrimas
eram gritos
ermas eram
irmãs tristes
escorriam pelo teclado.
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
segunda-feira, 3 de junho de 2013
ventre livre
por mais que a separem do mundo
Juscimara na mais minúsculas
das espécies separadas.
dando sempre à vida
um riso afiado de dor,
um parto no quarto
calado, obsoleto,
pôr.
debaixo da telha,
orelha dos besouros
do mudo touro.
quer desejar, ansiar,
um vênus morto,
morrido,
forte no fracasso,
um desaparecido.
dando sempre à vida
um grito calado
na filosofia
dos falantes.
Juscimara sacrificada
a vergonha,
dá ao mundo
o que inerente lhe é
toma-lhe do mundo
o que nele é intragável,
e o é.
Pare, calada com a lágrima
da saída.
O parto do parido,
do entregue à vida
à dela, no seio nela
escorrem a pureza,
ilesa dos partidos,
risos dos quebrados
dos vencidos.
um suor quente
no quarto frio,
do ventre quente
do menino com frio.
a lágrima da sem janelas,
na manhã da cidade,
periferias da parideira
quente dos dias frios.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
O Dono do mundo
grande coisa
nossa e tua
na sua vida
o dilema
a trama
encena
todos os seus
dias.
quando você
acorda
dou-lhe o seu bom dia
o grande,
coisas de nós
coisas de nossos
dias
coisas minhas, tuas
e deles.
o grande dono
o pequeno dono
o mundo é dos grandes
dos grandes
negócios
grandes coisas,
quem é grande
quem é pequeno?
no mundo distante,
perto ou longe,
você não blu-ray
raio-X que o pare,
você é um meio pelo
qual se faz o desastre
a arte inversa da verdade.
mecanismo pequeno
dos dias superiores,
superior ar de vitória.
quando lhe deixam à fila,
do ônibus,
quem lhe beija
quem lhe acode.
grande pai dos dias
noticiosos
grandes ideias
de teus livros
suas leituras
tão lidas
tão vividas
dos outros
das outras coisas
que são sua releva
bruta, triste, pobre
e cinzenta.
tua verdade dada
como pequena.
grande dia
de coisas enormes,
a febre da indignação
da sua
leva-lhe notícias,
veste-lhe de molhos, nozes
de nós
transveste-lhe a sua vida
com roupagem
de todos os dias,
de verdades, de filosofia,
de risadas.
sua vida grande transfigura-se
na grande coisa do nada
da sua informação
negada,
absurda partes do grande
moderno, do grande tom
de cinza que clareia
a tua cegueira.
De olhos abertos
participa da encenação
mostre-lhe os dentes cariados ao
mundo e te transformam no
espetáculo da luta, da insanidade
da verdade do grande mundo.
novamente lhe vestem, de fazem com
bocas, com todas as que existem,
as que falam e calam.
cospem-lhe a noite feia
a noite do trem no trilho
da noite na Radial,
na Marginal,
na via sempre do canal,
ligam-lhe, desligam,
lhe vestem, tiram-lhe
o milagre da igreja,
dão-lhe a vida ao
fazer-lhe liga-lhe
a existente do sempre possível.
Você existe e é uma mentira
pra você,
nega a si mesmo
e morre com o mesmo
pão duro do começo
na terra fria.
nossa e tua
na sua vida
o dilema
a trama
encena
todos os seus
dias.
quando você
acorda
dou-lhe o seu bom dia
o grande,
coisas de nós
coisas de nossos
dias
coisas minhas, tuas
e deles.
o grande dono
o pequeno dono
o mundo é dos grandes
dos grandes
negócios
grandes coisas,
quem é grande
quem é pequeno?
no mundo distante,
perto ou longe,
você não blu-ray
raio-X que o pare,
você é um meio pelo
qual se faz o desastre
a arte inversa da verdade.
mecanismo pequeno
dos dias superiores,
superior ar de vitória.
quando lhe deixam à fila,
do ônibus,
quem lhe beija
quem lhe acode.
grande pai dos dias
noticiosos
grandes ideias
de teus livros
suas leituras
tão lidas
tão vividas
dos outros
das outras coisas
que são sua releva
bruta, triste, pobre
e cinzenta.
tua verdade dada
como pequena.
grande dia
de coisas enormes,
a febre da indignação
da sua
leva-lhe notícias,
veste-lhe de molhos, nozes
de nós
transveste-lhe a sua vida
com roupagem
de todos os dias,
de verdades, de filosofia,
de risadas.
sua vida grande transfigura-se
na grande coisa do nada
da sua informação
negada,
absurda partes do grande
moderno, do grande tom
de cinza que clareia
a tua cegueira.
De olhos abertos
participa da encenação
mostre-lhe os dentes cariados ao
mundo e te transformam no
espetáculo da luta, da insanidade
da verdade do grande mundo.
novamente lhe vestem, de fazem com
bocas, com todas as que existem,
as que falam e calam.
cospem-lhe a noite feia
a noite do trem no trilho
da noite na Radial,
na Marginal,
na via sempre do canal,
ligam-lhe, desligam,
lhe vestem, tiram-lhe
o milagre da igreja,
dão-lhe a vida ao
fazer-lhe liga-lhe
a existente do sempre possível.
Você existe e é uma mentira
pra você,
nega a si mesmo
e morre com o mesmo
pão duro do começo
na terra fria.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
o homem da pedra
na rua do meio-dia
um cheiro, uma lata,
vazia.
na rua da meia-noite
um cheiro, uma lata,
vazia.
na rua de sábado
um meio, um menino
morre ao meio-dia.
um corre, um morre
à bala, a bala boa
que tapa
tampa
estampa a periferia.
na casa, na minha
na tua, nossa
alma
escancarada essa
letargia.
De gentes, de dentes,
de mortes, dementes.
se sente.
um corre, um foje,
um morre.
um queima, um atira,
um morto surdo e mudo.
morte demente,
desmente a sorte
dos que contente
fojem à bala.
um cheira a pedra,
um joga pedra,
um queima a pedra,
a morte do morto.
morte de novo
morte nova
novamente
morto.
um cheiro, uma lata,
vazia.
na rua da meia-noite
um cheiro, uma lata,
vazia.
na rua de sábado
um meio, um menino
morre ao meio-dia.
um corre, um morre
à bala, a bala boa
que tapa
tampa
estampa a periferia.
na casa, na minha
na tua, nossa
alma
escancarada essa
letargia.
De gentes, de dentes,
de mortes, dementes.
se sente.
um corre, um foje,
um morre.
um queima, um atira,
um morto surdo e mudo.
morte demente,
desmente a sorte
dos que contente
fojem à bala.
um cheira a pedra,
um joga pedra,
um queima a pedra,
a morte do morto.
morte de novo
morte nova
novamente
morto.
sábado, 30 de março de 2013
na casa da paola
inquieta,
a vi assim
naquele
sábado,
hoje
também é
sábado.
aprendo
todos
os dias
a amar
como paola.
ela, naquele
quarto
lendo
um livro
que a dei
de presente.
livro que revisei
que a dei
pensando
no que ela
gostava de
ler.
paola
se concentra
na leitura
como na vida,
as meninas daqui
deveriam ser como
paola,
boazinhas
terem pessoas
com que pudessem
ver o mundo
dentro deste lar
com esta janela
dando pra
este mar,
que é o de repensar,
repensar a existir,
repensar e não desistir.
paola pro mar
pro lar da leitura.
a vi assim
naquele
sábado,
hoje
também é
sábado.
aprendo
todos
os dias
a amar
como paola.
ela, naquele
quarto
lendo
um livro
que a dei
de presente.
livro que revisei
que a dei
pensando
no que ela
gostava de
ler.
paola
se concentra
na leitura
como na vida,
as meninas daqui
deveriam ser como
paola,
boazinhas
terem pessoas
com que pudessem
ver o mundo
dentro deste lar
com esta janela
dando pra
este mar,
que é o de repensar,
repensar a existir,
repensar e não desistir.
paola pro mar
pro lar da leitura.
terça-feira, 5 de março de 2013
a caminho do mar
a gente caminhando,
indo pro mar,
pensando nessa brisa
e no que lá vamos encontrar,
a gente nessa viagem
nessa brisa
não à maconha,
só pensamento solto.
coisas nossas nessa ida
uma vadiagem nossa
minha e deles
nossa caminhada
discreto sentimento,
pensamento na Orminda
na Lisa que em casa sempre fica
cosendo a vida nossa
nas bocas de outrens.
indo pro mar
sem linguagem carregada,
mania monossilábica
interessante fragmento do olhar
paisagem fora do carro
que nos consome
nos divide
faz-nos pensar
ainda mais em Lisa,
em Orminda,
ela dormindo no sofá
com a cabeça em nós,
e o motorista bebe?
usa drogas, dormiu direito?
antes de ir.
no mar, a Line está
tão linda, pena que meu
chevett está no seu Lino.
no limbo limpo
dos questionamentos dele
para comigo,
sempre me repreendendo,
pra eu ir fazer as coisas certas
parece pai, me olha
aperta um parafuso,
ajusta o vazamento do motor,
parece vedar a mim e ao motor,
diz a mim, "você tem que ir
pra faculdade".
fala do meu linguajar,
rejeita alguns gestos meus,
gosta de mim,
fala o pontual,
me veste com os olhos,
põe-me na chave de fenda
parece me ajustar
às coisas que gostaria
que fizesse.
Lana sempre me olha,
parece me conceber
como irmão,
me junta com a Line,
nos faz homem e mulher
juntos na inseparável
tortura, torna-nos
amante nessa areia branca,
nessa formiga,
na água salgada, que respinga,
que vento traz e faz voltar em vento.
Line mal sabe que só
quero ver o mar,
não quero ter com ela
beijos, nada que o libido
não queira,
quero ficar aqui,
sempre a caminho do mar.
indo pro mar,
pensando nessa brisa
e no que lá vamos encontrar,
a gente nessa viagem
nessa brisa
não à maconha,
só pensamento solto.
coisas nossas nessa ida
uma vadiagem nossa
minha e deles
nossa caminhada
discreto sentimento,
pensamento na Orminda
na Lisa que em casa sempre fica
cosendo a vida nossa
nas bocas de outrens.
indo pro mar
sem linguagem carregada,
mania monossilábica
interessante fragmento do olhar
paisagem fora do carro
que nos consome
nos divide
faz-nos pensar
ainda mais em Lisa,
em Orminda,
ela dormindo no sofá
com a cabeça em nós,
e o motorista bebe?
usa drogas, dormiu direito?
antes de ir.
no mar, a Line está
tão linda, pena que meu
chevett está no seu Lino.
no limbo limpo
dos questionamentos dele
para comigo,
sempre me repreendendo,
pra eu ir fazer as coisas certas
parece pai, me olha
aperta um parafuso,
ajusta o vazamento do motor,
parece vedar a mim e ao motor,
diz a mim, "você tem que ir
pra faculdade".
fala do meu linguajar,
rejeita alguns gestos meus,
gosta de mim,
fala o pontual,
me veste com os olhos,
põe-me na chave de fenda
parece me ajustar
às coisas que gostaria
que fizesse.
Lana sempre me olha,
parece me conceber
como irmão,
me junta com a Line,
nos faz homem e mulher
juntos na inseparável
tortura, torna-nos
amante nessa areia branca,
nessa formiga,
na água salgada, que respinga,
que vento traz e faz voltar em vento.
Line mal sabe que só
quero ver o mar,
não quero ter com ela
beijos, nada que o libido
não queira,
quero ficar aqui,
sempre a caminho do mar.
segunda-feira, 4 de março de 2013
via inteira
dia
noite
acepção,
linguagem,
que é gíria.
contato
no carro
interjeições,
coisas desconexas
frases partidas,
retalhadas,
vencidas
pelo suor
no chevett 82,
branco,
preto na
branca.
brinco de dia
preto na noite.
noite branca
no dia do preto
pensa de dia
mente na noite
na rua, atrás
da escola,
o vocábulo
são interjeições
para todos
os dias,
que são noites.
noite
acepção,
linguagem,
que é gíria.
contato
no carro
interjeições,
coisas desconexas
frases partidas,
retalhadas,
vencidas
pelo suor
no chevett 82,
branco,
preto na
branca.
brinco de dia
preto na noite.
noite branca
no dia do preto
pensa de dia
mente na noite
na rua, atrás
da escola,
o vocábulo
são interjeições
para todos
os dias,
que são noites.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
reconstrução
nesta arquitetura
que cai do céu,
você na tua casa
e eu na minha,
construindo,
reconstruindo
o diálogo,
tijolo
de domingo,
do domingo
passado,
deste muro que
se rachou,
quebrou,
perdeu o cimento,
caiu da laje,
pouca liga,
muito lamento.
hoje tudo liga
você me liga,
me lembra de
anteontem,
do sentido
do prumo
da conversa em dia,
de ajeitar pra agora
o que ficou desarrumado,
nesta construção dos dias,
do nosso diálogo dia a dia.
neste muro,
nesta arquitetura,
neste lamento,
nestes dias,
da reconstrução
dos nossos sentidos.
que cai do céu,
você na tua casa
e eu na minha,
construindo,
reconstruindo
o diálogo,
tijolo
de domingo,
do domingo
passado,
deste muro que
se rachou,
quebrou,
perdeu o cimento,
caiu da laje,
pouca liga,
muito lamento.
hoje tudo liga
você me liga,
me lembra de
anteontem,
do sentido
do prumo
da conversa em dia,
de ajeitar pra agora
o que ficou desarrumado,
nesta construção dos dias,
do nosso diálogo dia a dia.
neste muro,
nesta arquitetura,
neste lamento,
nestes dias,
da reconstrução
dos nossos sentidos.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
urbanizado
calçada
calcada
de nós,
pedaços
de pés
incertos
que pisam
que norteiam
desnorteiam
um caminho,
cantinho
do ir
hesitar
tropeçar
cair
voltar.
indo à caminhada
lembrança
do colégio,
da poeta
do poeta
da menina
comendo,
do menino
trepando
muro da escola
da escola
fechada,
fachada,
pichada,
mijada.
na caminhada,
tênis machucando
pé,
mulher trepada
no portão de lança,
lançando-me
no papo delas,
coisas delas
que sou agora,
meu pé
na calçada
na calça
suja
da rua
do Itaim
no papo
trepado
dos outros
penso
na suh
na minha
na vida
penso nos
amigos,
ardidos
pensamentos
de nós,
na nossa
acidez
daquele
momento
com alberto
com plínio
com o
sargento
com o blog
na cabeça
pensando em
escrever,
tanto sentido,
sentimento,
de mim
pra com
meus amigos,
tempos,
penso
naqueles,
no destino
deles
cada um com
uma poesia
pros dias
todos eles,
crescidos
argúcia
de ter
a vida
como
bem maior
escrevê-la
neste trecho
de linha,
que é durar
enquanto
se é
presente
neste
ato,
agora
estar vivo.
no meio
da caminhada,
caminho
inseguro
pra
conhecer
a segurança
das ruas,
vejo
a periferia
e nela
me atrai
o temor
da noite
pessoas
nas ruas
as ruas dentro
das pessoas,
dentro de mim
vejo o indigesto
sistema
de coisas
sistematizadamente
ignoradas,
vejo
no caminho,
animal
indo
e
voltando,
morrendo
na beira do
rio
na viagem
na volta
na despedida
da noite,
termino
minha agonia,
terminando de
caminhar.
calcada
de nós,
pedaços
de pés
incertos
que pisam
que norteiam
desnorteiam
um caminho,
cantinho
do ir
hesitar
tropeçar
cair
voltar.
indo à caminhada
lembrança
do colégio,
da poeta
do poeta
da menina
comendo,
do menino
trepando
muro da escola
da escola
fechada,
fachada,
pichada,
mijada.
na caminhada,
tênis machucando
pé,
mulher trepada
no portão de lança,
lançando-me
no papo delas,
coisas delas
que sou agora,
meu pé
na calçada
na calça
suja
da rua
do Itaim
no papo
trepado
dos outros
penso
na suh
na minha
na vida
penso nos
amigos,
ardidos
pensamentos
de nós,
na nossa
acidez
daquele
momento
com alberto
com plínio
com o
sargento
com o blog
na cabeça
pensando em
escrever,
tanto sentido,
sentimento,
de mim
pra com
meus amigos,
tempos,
penso
naqueles,
no destino
deles
cada um com
uma poesia
pros dias
todos eles,
crescidos
argúcia
de ter
a vida
como
bem maior
escrevê-la
neste trecho
de linha,
que é durar
enquanto
se é
presente
neste
ato,
agora
estar vivo.
no meio
da caminhada,
caminho
inseguro
pra
conhecer
a segurança
das ruas,
vejo
a periferia
e nela
me atrai
o temor
da noite
pessoas
nas ruas
as ruas dentro
das pessoas,
dentro de mim
vejo o indigesto
sistema
de coisas
sistematizadamente
ignoradas,
vejo
no caminho,
animal
indo
e
voltando,
morrendo
na beira do
rio
na viagem
na volta
na despedida
da noite,
termino
minha agonia,
terminando de
caminhar.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Natal feliz
É Natal,
nascimento
e tal,
nenhum papai-noel
nenhum doende,
nenhum presente,
nada ganhei neste natal
o melhor deve estar
por vir,
vou esperar ano-novo,
quem sabe
algum demente me
dará um livro,
uma caneta, um papel
minha poesia,
é ano-novo,
nada de novo
trocadilho não é emoção,
é poesia nascendo todos
os dias,
é ano-novo,
o velho,
a velha coisa
pobre de novo,
novamente,
nova
mente?
novo?
calendário
das mesmices,
mesmas burrices
na surda periferia.
prazo de validade,
novo na garantia.
nova embalagem
com a mesma carga
de hemorragia.
nascimento
e tal,
nenhum papai-noel
nenhum doende,
nenhum presente,
nada ganhei neste natal
o melhor deve estar
por vir,
vou esperar ano-novo,
quem sabe
algum demente me
dará um livro,
uma caneta, um papel
minha poesia,
é ano-novo,
nada de novo
trocadilho não é emoção,
é poesia nascendo todos
os dias,
é ano-novo,
o velho,
a velha coisa
pobre de novo,
novamente,
nova
mente?
novo?
calendário
das mesmices,
mesmas burrices
na surda periferia.
prazo de validade,
novo na garantia.
nova embalagem
com a mesma carga
de hemorragia.
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