Juscimara na mais minúsculas
das espécies separadas.
dando sempre à vida
um riso afiado de dor,
um parto no quarto
calado, obsoleto,
pôr.
debaixo da telha,
orelha dos besouros
do mudo touro.
quer desejar, ansiar,
um vênus morto,
morrido,
forte no fracasso,
um desaparecido.
dando sempre à vida
um grito calado
na filosofia
dos falantes.
Juscimara sacrificada
a vergonha,
dá ao mundo
o que inerente lhe é
toma-lhe do mundo
o que nele é intragável,
e o é.
Pare, calada com a lágrima
da saída.
O parto do parido,
do entregue à vida
à dela, no seio nela
escorrem a pureza,
ilesa dos partidos,
risos dos quebrados
dos vencidos.
um suor quente
no quarto frio,
do ventre quente
do menino com frio.
a lágrima da sem janelas,
na manhã da cidade,
periferias da parideira
quente dos dias frios.