domingo, 9 de dezembro de 2012

Borrador dos botões

Batem à janela
Lua, miséria
e a solidão.

Medo à janela,
junto a ela
escorrem
os gritos
da noite.

o borrador
o matador
o corpo
da jovem.

Lá fora
o grito
gemia
de dor.

A insuportável
vida morrendo
por dentro
da pólvora.

Aqui, dedos partidos,
partes das
palavras
tremendo de
medo,
quedando,
quebradas,
macabros
restos de nós
de nossa face
e aqui e lá
fora
morrida
morta
e finalizada
grito a grito
palavra e palavra.

Noite finda
calculadora
de corpos
de copos
quebrados
no chão
do teu estado
de morto
de choro
de dó.
de
e
só.

Pálidas luzes


Noite fria,
Sem ar,
Matar,
Não tem luz.

Na varanda,
a lua guia,
finge que vigia.
A nuvem,
alta
longe,
agoniza

A manhã fria,
triste
e vadia;
a pálida luz
do escuro,
amanhece na periferia.