às quatro levantava, fazia a ablução, naturalmente.
às seis estava na rua Cheiro de Maria,
às oito colocava a última xícara na mesa
às dez tirava a mesa e, terminada esta sessão, dava banho nas louças
de Dona Vitória,
às doze horas a fome estava na mesa dos patrões
às quatorze a louça do almoço tomava um banho de carinho.
Teresa, às dezoito, estava no ponto, simulava, mentalmente, o amanhã.
às vinte horas estava a uma hora de casa.
No entanto, o ônibus quebrou!
o ônibus quebrou Teresa`
às vinte e duas estava no seu cemitério, sua cama de dormir,
cama de dormir com Pedro,
este roçava nela
e ela não o negava por inteiro,
colocava metade que era dele na metade que era dela.
Saudades dos seus poemas misturados com poesia, mística urbana transcedental!!! Bjokas. Camila Poleto - Visite o meu: www.milokapeppers.blogspot.com.
ResponderExcluirPaulo, sempre perspicaz em seus poemas. Adorei os poemetos. Parabéns.
ResponderExcluirPassei para dar uma checada na caixa e vi este teu novo blog.
Um grande abraço e um efusivo brinde à poesia
Vamos ver se nos vemos na Virada Cultura, o que acha?