sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

urbanizado

calçada
calcada
de nós,
pedaços
de pés
incertos
que pisam
que norteiam
desnorteiam
um caminho,
cantinho
do ir
hesitar
tropeçar
cair
voltar.

indo à caminhada
lembrança
do colégio,
da poeta
do poeta
da menina
comendo,
do menino
trepando
muro da escola
da escola
fechada,
fachada,
pichada,
mijada.

na caminhada,
tênis machucando
pé,
mulher trepada
no portão de lança,
lançando-me
no papo delas,
coisas delas
que sou agora,
meu pé
na calçada
na calça
suja
da rua
do Itaim

no papo
trepado
dos outros
penso
na suh
na minha
na vida

penso nos
amigos,
ardidos
pensamentos
de nós,
na nossa
acidez
daquele
momento
com alberto
com plínio
com o
sargento
com o blog
na cabeça
pensando em
escrever,
tanto sentido,
sentimento,
de mim
pra com
meus amigos,
tempos,
penso
naqueles,
no destino
deles
cada um com
uma poesia
pros dias
todos eles,
crescidos
argúcia
de ter
a vida
como
bem maior
escrevê-la
neste trecho
de linha,
que é durar
enquanto
se é
presente
neste
ato,
agora
estar vivo.

no meio
da caminhada,
caminho
inseguro
pra
conhecer
a segurança
das ruas,
vejo
a periferia
e nela
me atrai
o temor
da noite
pessoas
nas ruas
as ruas dentro
das pessoas,
dentro de mim
vejo o indigesto
sistema
de coisas
sistematizadamente
ignoradas,
vejo
no caminho,
animal
indo
e
voltando,
morrendo
na beira do
rio
na viagem
na volta
na despedida
da noite,
termino
minha agonia,
terminando de
caminhar.

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