Chegava cedo, não muito. Viera da casa, às vezes, do ficante. Postava a dar um bom-dia a quem conhecesse do local de trabalho. Raro hoje em dia. Colocava à portaria. O portão já estava aberto à espera do demais. Prestava ao homenagear o homem com um bom-dia, repetida vezes dizia este texto incrível, bom-dia, de vez em quando levava até à boca um "como vai você?", "está bem?", com alguns perguntava intimamente, de outros um olhar cabisbaixo retratava o seu sentimento para com estes.
Assim, mantinha-se sempre esquivada das coisas, dos objetos do homem e deste. Não se sabe sobre seu namorado, não se via aliança nela. Haveria, somente, o amante. Ele dava conta do que um suposto namorado tentaria em dar.
Obedecera, como sempre e acompanhada das demais, o padrão estético, muitas vezes gracioso outras vezes elevara o tom erotizante tímido, nada muito vulgar, mas que pudesse sensibilizar os homens.
Atraente, um metro e sessenta e sete, bem vestida, arrumava-se com destreza, de modo a estabelcer ligações com ego feminino.
Mas essas coisas acontecem com o ego de todas as classes sexuais. Embora, possa ser discutidas as relações, elas existem sob diversas formas.
Raiava o dia entre saídas e entradas na sala, deparava-se sempre com atitudes alheias às suas, gostava de alguns, outras permancia distante, tentando evitar maiores proximidades, não se permitia, não permitia ao outros, muito menos aos homens.
Haveria de estar isoladas, insulada na própria existência dos dias frios?
Descruzavam-se as pernas, pega-se o caminho, antes, um até amanhã.
Nenhum comentário:
Postar um comentário