Moto, uma passa ensurdencendo-nos,
um carro parece vir lá de baixo, estridente,
seu som nos interrompe, nos irrita,
nos faz mais desgraçados do que somos.
a velocidade da juventude intriga-nos,
aborrece-nos, deixa-nos menos paciente
das coisas.
Aqui, nebuloso, descaso, casamento e agregado,
são tão comum a nós.
Tudo crescido sem pavimento,
cresce desesperadamente,
desordenamente.
Sem sentido de sentimento,
sem mente que se force a pensar.
O que nos resta está numa garagem, feito agora,
que virou mercearia.
Na cerveja no copo plástico
que esquenta a gente,
a cabeça
e a vadiagem.
A velocidade preocupa-nos,
ocupa-nos nas noites, todas as noites.
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