terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

IDENTIFICAÇÃO MORAL

Identidades de nossas aparências,


Frequências sonoras,

Sonoras questões de nós,

Às vezes visual,

Possível de se imaginar, ver, presenciar,

Constituição infalível de coisas que se acumulam,

que enchem, que não transbordam, mas enlouquecem.

As inquietudes dos momentos,

Uns aflitos e inseguros,

Outros inexistentes para o mundo

E tão vivo em nós,

Elas estão em casa, na mesa de escrever, no banho,

No fazer a barba,

Salientar o rosto de que este está molhado,

Elas estão, no transporte, no coletivo, no carro,

Na mulher que pede um trocado na rua,

no ônibus, na feira, na esquina da praça da Sé,

no Jardim Nazaré,

E o nosso corpo, nesse sentido, é matéria delimitada de existir,

Ele acaba sempre e nele sempre acabamos,

Queremos empreender-lhe limites,

Resistir, figurar entre os mais fortes, porém,

Impomos-lhe a morte e, assim, morremos, então.

Deixamos de existir, portanto, todos os dias.

Nenhum comentário:

Postar um comentário