segunda-feira, 27 de maio de 2013

O Dono do mundo

grande coisa
nossa e tua
na sua vida
o dilema
a trama
encena
todos os seus
dias.
quando você
acorda
dou-lhe o seu bom dia
o grande,
coisas de nós
coisas de nossos
dias
coisas minhas, tuas
e deles.

o grande dono
o pequeno dono
o mundo é dos grandes
dos grandes
negócios
grandes coisas,
quem é grande
quem é pequeno?

no mundo distante,
perto ou longe,
você não blu-ray
raio-X que o pare,
você é um meio pelo
qual se faz o desastre
a arte inversa da verdade.

mecanismo pequeno
dos dias superiores,
superior ar de vitória.
quando lhe deixam à fila,
do ônibus,
quem lhe beija
quem lhe acode.

grande pai dos dias
noticiosos
grandes ideias
de teus livros
suas leituras
tão lidas
tão vividas
dos outros
das outras coisas
que são sua releva
bruta, triste, pobre
e cinzenta.
tua verdade dada
como pequena.

grande dia
de coisas enormes,
a febre da indignação
da sua
leva-lhe notícias,
veste-lhe de molhos, nozes
de nós
transveste-lhe a sua vida
com roupagem
de todos os dias,
de verdades, de filosofia,
de risadas.

sua vida grande transfigura-se
na grande coisa do nada
da sua informação
negada,
absurda partes do grande
moderno, do grande tom
de cinza que clareia
a tua cegueira.

De olhos abertos
participa da encenação
mostre-lhe os dentes cariados ao
mundo e te transformam no
espetáculo da luta, da insanidade
da verdade do grande mundo.

novamente lhe vestem, de fazem com
bocas, com todas as que existem,
as que falam e calam.
cospem-lhe a noite feia
a noite do trem no trilho
da noite na Radial,
na Marginal,
na via sempre do canal,
ligam-lhe, desligam,
lhe vestem, tiram-lhe
o milagre da igreja,
dão-lhe a vida ao
fazer-lhe liga-lhe
a existente do sempre possível.
Você existe e é uma mentira
pra você,
nega a si mesmo
e morre com o mesmo
pão duro do começo
na terra fria.

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