segunda-feira, 6 de maio de 2013

o homem da pedra

na rua do meio-dia
um cheiro, uma lata,
vazia.

na rua da meia-noite
um cheiro, uma lata,
vazia.

na rua de sábado
um meio, um menino
morre ao meio-dia.

um corre, um morre
à bala, a bala boa
que tapa
tampa
estampa a periferia.

na casa, na minha
na tua, nossa
alma
escancarada essa
letargia.

De gentes, de dentes,
de mortes, dementes.
se sente.

um corre, um foje,
um morre.

um queima, um atira,
um morto surdo e mudo.

morte demente,
desmente a sorte
dos que contente
fojem à bala.

um cheira a pedra,
um joga pedra,
um queima a pedra,
a morte do morto.

morte de novo
morte nova
novamente
morto.

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