na rua do meio-dia
um cheiro, uma lata,
vazia.
na rua da meia-noite
um cheiro, uma lata,
vazia.
na rua de sábado
um meio, um menino
morre ao meio-dia.
um corre, um morre
à bala, a bala boa
que tapa
tampa
estampa a periferia.
na casa, na minha
na tua, nossa
alma
escancarada essa
letargia.
De gentes, de dentes,
de mortes, dementes.
se sente.
um corre, um foje,
um morre.
um queima, um atira,
um morto surdo e mudo.
morte demente,
desmente a sorte
dos que contente
fojem à bala.
um cheira a pedra,
um joga pedra,
um queima a pedra,
a morte do morto.
morte de novo
morte nova
novamente
morto.
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