quinta-feira, 17 de abril de 2014

no teu peito, vejo amor

No teu peito, pare a solidão
triste ideia das
coisas que com honra escreve
para este mundo indiferente.

No teu peito, vejo o choro,
o teu choro escorrer
junto ao leite,
leite de lágrimas,
porque a noite
te guarda
a ti e a teu choro
de abusada
de esquecida
de abandonada

No teu peito, vejo a noite
escorrer o orvalho
vejo a noite molhar teu coração

Vejo, no teu seio, a noite
pintá-la de tristeza,
vejo-te colorida com
o ódio do moribundo,
do excluso
do recluso.

vejo o teu adeus às coisas
do dia.
o mundo pode estar perdido
não queira te confundir com ele.
estando nele a confusão se instala,
inaugurando o indefinido,
nele, as tuas lágrimas de menina
vira um grande soluço de mulher,
tornado grito

cuidado, mulher, o mundo é feio,
sujo, esteja sempre certa de que
os sujos não te molham, não te limpam
os sujos te odeiam
mas a existência te ama
veja a existência persistir
no berço do dia, que é o
enxergar aquele jovem
que vai ali, quieto e quer
vê-la bem,
não lute contra a tua existência,
lute pela vida, exista para o amor,
e ódio escorre longe daqui
não te lave com ele,
porém, reúse-o para plantar,
reúse-o para regar o amor.

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