às vezes no quarto
te lendo no teu retrato
não te entendo
não te reconheço
desculpe, o meu ser,
eu não te entendo.
mas sei que és
ser humaníssima
és mulher, que lutas
que não cansas,
que na luta
não te alcanças.
desculpa-me a mim,
sujeito estúpido
desculpa a esta voz
minha, somente ela.
a ela não atribuo
o meu machismo,
sou fruto de sociedade
hipócrita,
não sou machista
não sou isca
sou veneno
sou a liberdade
antídoto
e cura das
vaidades,
o teu sofrimento
é cem vezes
o meu por dentro,
canta-me a mim
que o teu grito
me enlouquece.
deixa-me viver
nesta loucura
que um dia eu
me curo
do qual
um dia o mal
que o mundo
me fizestes.
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